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Infecção urinária não tratada pode apresentar riscos


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A Infecção urinária é uma doença comum e que acomete até 50% das mulheres ao longo da vida. Desse total, cerca de 30% podem desenvolver infecção urinária de repetição, caracterizada pela ocorrência de pelo menos dois episódios nos últimos seis meses, que precisa ser tratada. Por ser tão comum, algumas pessoas acabam por desprezar o tratamento, o que pode trazer risco à saúde, segundo alerta médico urologista Anoar Samad.



A Infecção urinária é uma doença comum e que acomete até 50% das mulheres ao longo da vida. Desse total, cerca de 30% podem desenvolver infecção urinária de repetição, caracterizada pela ocorrência de pelo menos dois episódios nos últimos seis meses, que precisa ser tratada.

Ele explica que a urina normal constitui-se de água, sais e outras substâncias filtradas do sangue pelo rim. A infecção urinária é uma doença que se desenvolve quando existe a penetração e multiplicação de agentes infecciosos (95% são bactérias) no sistema urinário. “Quando estas bactérias se alojam na uretra, a infecção é chamada de uretrite. Quando ocorre infecção na Bexiga chamamos de cistite e quando ocorre infecção no rim é a pielonefrite”, explicou.

De modo geral, a infecção pode ocorrer em todas as idades e em ambos os sexos, mas acontece com mais freqüência em mulheres adultas, na faixa dos 20 aos 40 anos, que tenham vida sexual ativa. Nas mulheres, a infecção urinária é mais comum do que nos homens, pois a uretra das mulheres é mais curta e a abertura desta fica próxima da vagina e do ânus. “As bactérias destas regiões penetram com mais facilidade pela uretra e podem atingir a bexiga e os rins”, disse.

Mas será que existe alguma condição que predispõe a infecção urinária? O médico explica que a infecção urinária pode ocorrer tanto em pessoas sadias quanto em pessoas que tenham alguma alteração estrutural ou funcional no sistema urinário, como por exemplo a presença de cálculos -"pedras nos rins"- nas vias urinárias, má formação ou alteração na anatomia do sistema urinário por infecções anteriores que deixam cicatrizes, ou em pessoas que tenham alguma condição orgânica especial como diabetes, gravidez, imunossupressão e sistema de defesa do organismo deficiente.

Os sintomas, de acordo com ele, vão variar dependo da localização da Infecção: na bexiga (Cistite) ou nos rins (Pielonefrite). Em caso de Cistite os sintomas são: aumento na frequência da necessidade de urinar (urgência miccional), ardor ao urinar, urina turva e com cheiro forte e dor na parte baixa da barriga.

Nos casos de infecção nos rins, o paciente pode apresentar os mesmos sintomas da cistite acompanhados de sangue ou pus na urina, febre, calafrios, náuseas, vômitos e dor lombar. “É bom ressaltar que nem todas as pacientes apresentam todos os sintomas, por isso, é importante procurar um médico logo nos primeiros sintomas. O especialista irá suspeitar de infecção urinária pelos seus antecedentes, sinais e sintomas que você pode estar apresentando. Poderá ser solicitado para você fazer cultura da urina onde será identificado o tipo do germe e qual o antibiótico mais adequado para o seu caso”, disse Anoar Samad.

Tratamento
O tratamento de infecção urinária deve ser feito com antibióticos, que deverão ser prescritos somente pelo seu médico, e que saberá escolher o tipo adequado de antibiótico de acordo com a infecção e qual será a duração do tratamento. O profissional também poderá, também, se houver necessidade prescrever medicamentos sintomáticos, aqueles medicamentos que melhoram os sintomas da inflamação até que a infecção esteja controlada.

Anoar Samad destaca que voltando a apresentar os sintomas de Infecção Urinária, o paciente deverá retornar ao médico, que saberá identificar uma recorrência da infecção, uma falha no tratamento ou a necessidade de mais exames para avaliar outras condições que possam estar predispondo o paciente a ter Infecção Urinária.

Dicas para prevenir episódios freqüentes de Infecção Urinária
1. Cuidar da sua higiene pessoal, mantendo sempre limpas as regiões anal e genital
2. Utilizar o papel higiênico na direção da frente para trás, evitando trazer bactérias da flora intestinal e vaginal para próximo da abertura da uretra
3. Não utilizar desodorante íntimo, perfumes, substâncias oleosas na região genital e não utilizar duchas vaginais
4. Durante o periodo menstrual, trocar com frequência o absorvente higiênico
5. Urinar após a relação sexual, pois durante a relação, por atrito, podem ocorrer microtraumas na mucosa que reveste a uretra, perdendo o mecanismo de defesa da mucosa, facilitando a penetração de bactérias
6. Certificar-se de uma adequada lubrificação vaginal durante a relação sexual
7. Procurar usar roupas íntimas de algodão
8. Beber muito liquido, de preferência água
9. Evitar comidas muito condimentadas, álcool, cigarro e café
10. Urinar com frequência durante o dia, evitando "segurar" a urina




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